A inconveniência de estar sem água é de cortar! Por conta disso, estou nessa de me deslocar pra casa dos meus pais sempre, pra tomar banho e por lá durmir. Tá foda isso bicho, peço a Deus todos os dias pra mandar chuva. O nível dos rios estão baixíssimos e a maioria das nascentes estão sêcas. Se o tempo continuar desse jeito a coisa vai ser feia. Nessas horas que percebo a dificuldade do povo sertanejo em sobreviver diante de uma sêca devastadora, que claro, não se compara nem um pouco com a nossa realidade.
Meu final de semana foi como o anterior, sem nada tão fora do comum. As coisas andam bem sem graça, um vazio, um despedaço. Se estou em casa é um tédio que nem filme surte mais efeito. Se saio com os amigos o ânimo é pouco, não interajo, fico atônito com a cabeça em outro lugar. Meu pedaço tá bem longe de mim e fico nessa imaginando o que ele tá fazendo, se está bem, nos nossos momentos. Querendo, desejando estar lá ou que ele estivesse aqui. A distância é dura, mas é fichinha diante da importância e do amor que tenho. grande o suficiente pra vencer quaisquer 6 horas de estrada e o que mais vier. Mas esse final de semana estarei lá, estou louco pra que a semana voe e que o final de semana se congele no tempo.
Nessa de tentar me distrair, fui pra Itajuípe na sexta-feira - cheguei na minha casa com fortes dores de estômago e uma exaqueca profunda, daí fui pro colo da mamãe que sempre resolve - e lá foi até legal, mesmo com toda a insossa situação, ver meus pais é sempre bom, comidinha, carinho, enfim. Assisti Sex and The City - O filme e o novo do Indiana Jones, vou mentir não, bem legais os filmes. Dei uma saidinha no sábado a noite, fui num restaurante novo que abriram na beira do lago, bem agradável por sinal e lá encontrei todo mundo, melhor, parte do todo mundo, parte dos caaporas. Como dito acima, nem interagi muito, mas bebi um pouco e fumei demais! O domingo de sempre, dormi até as 10 e fui ver se ainda pegava na MTV o Lab. Daí lasanha, sorvete, filme, fui pra itabuna ver se tinha algum recado de Allan, falei com ele no telefone - massa demais, voltei revigorado pra casa! Dei uma saidinha e cama!
Hoje, segunda, quero mais que o tempo voe. O sol rachando lá fora, eu criando coragem pra ir em casa almoçar, fazer almoço, os pratos todos sujos sem água pra lavar. Nem, vou gastar dinheiro mesmo e almoçar na rua. Fazer o quê? Pelo menos a primeira notícia boa da semana, fechei um site para um Flat de Olivença e estou começando a traçar planos pro Reveillon. Itacaré ou Boipeba? Veremos.
Been dazed and confused for so long it’s not true.
Mentira!!! Então, eu estou muuuuuito fora de mim, sério! E está na hora de voltar ao normal, se é que isso é anormal. Quem sabe já esteja na hora de jogar fora as coisas que insistem em se manter no meu caminho e que eu sabendo ou achando que é tão bom, tão legal nem de longe vale a pena. Seguir o roteiro e limpar a bagunça na vida. Por mais que se ache que está tudo organizado, certinho, não está, não mesmo! E eu estou farto de sempre repetir o que é de passado, tá na hora de revolucionar a casta mais uma vez.
Fui pra um lugar lindo esse final de semana com Allan, uma trilha fudida de subidas e descidas e no final a gente topa com uma praia fodona, que só o litoral nordestino pode oferecer.
No mais uma gripe pedindo corpo e um corpo pedindo cama.
Beijas.
Como nada é perfeito, eu vou tocando o barco sem esperar céu azul anil o tempo todo e como eu não busco perfeição em nada, os dias cinzentos acabam que sendo belos e tão pouco tristes. Mesmo com contratempos, tudo acabou dando certo se assim posso dizer, a noite favorecia o dia e a presença amortecia a distância, não irei mentir, desejava não ter que dividir meu chocolate com ninguém por esses dias, mas tamanho olho gordo não me permitia guardá-lo só pra mim.
Enfim, deixo tudo assim, com som broxante pelas estradas curvilíneas, onde nem vi por onde passava e mal dei ouvidos ao que tocavam.
A água quente me aliviou as tensões.
Estava tudo milimétricamente planejado como sempre, tudo organizadinho e lindo, mas enfim, minha ida pra Conquista neste final de semana foi pro beleléu. O que posso fazer se não dá pra ir? Vou ficar aqui na minha aqui curtindo uma frustração e deixando a saudade destruir ainda mais as minhas chances de felicidade. Ainda estou sobre a ingóbil influência de Marte e agora me aparecer Vênus para complicar tudo ainda mais. Preciso, necessito mesmo ficar na minha. O pessoal está me convencendo de no sábado ir á uma festa GLS famosíssima que acontece na Ballo, não estou animado, na moral, mas não descarto nada pois daqui pra lá posso mudar de idéia. Quero mesmo é ir pra casa dos meus pais ficar na minha vidinha, vendo filme e comendo besteira. Isso sim que é vida.
Aqui no trabalho está um saco, tudo está chato e eu quase que estou perdendo o ânimo das coisas, não sei que forças ainda existe em mim para continuar vindo todos os dias, atravessando cruzamentos, subindo e descendo ladeiras sob o sol rachando, respirando os gases de escapamento dos automóveis e mil e uma outras chateações. Por não ter escolha, sem trabalho não sobrevivo, logo preciso de férias.
Finalizando, o dia está horrível, estranho, cinzento.
No ar desde 2003 com pequenas pausas e ameaças de existência. Um tanto de mim, nem sempre igual mas com a essência preservada.
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